Quarta-feira, 1 de Julho de 2009
Domingo, 28 de Junho de 2009
Retornando com uma constatação
Estou me tornando Shopaholic.
Ai meu deusu.
É sério. Não chego a comprometer meu salário (ui! eu tô trabalhando!), mas é algo realmente diferente que estou experimentando.
Sempre fui muito suvina com dinheiro, não gostava de gastar nada, guardava e quase nunca pagava pelo que eu precisava.
Achava que tinha que guardar dinheiro. E só.
Hoje estou numa situação muito diferente.
Se encontro algo que me agrade, libero a mão. Paguei R$ 80,00 num perfume (oh my gosh Cristian Lacroix Absynthe - del.i.cio.us), coisa que eu não faria antes.
Enfim.
Agora faço. E não me arrependo.
Só o que me preocupa é que meu mapa astral anual me previniu sobre isso (você não acredita em mapa astral? eu tb não acreditava, mas quebrei a cara...)
O tal mapa (detalhe: eu faço interpretações de mapas) disse que eu teria que tomar cuidado com dinheiro. Seria um ano muito complicado na relação Mylle Li-dinheiro.
Estou tomando cuidado, estou me prevenindo e fazendo tudo para contrariar o mapa.
Como é que você reage a um momento assim como este que estou passando, momento de enlouquecer e começar um hábito que vc até repudiava há algum tempo atrás?
Cya Babes.
Hum... o que vim fazer aqui.
Desculpas. Realmente desculpas.
Abandonei uma das poucas coisas de legal que já fiz.
Não tem justificativa. Mas tem motivo.
Fiquei meio perdida aqui, sem saber o que fazer. Ocupei-me de outras coisas e fui deixando o D-Mentes de lado, criei até outro blog, com assuntos diferentes do que faço aqui.
Mas não sei se quero acabar com esse blog.
Na verdade não quero.
Vou atrás do GR pra ver se "reatamos" este esquema. Preciso de um lugar assim. É necessidade. Senti falta, só que a preguiça foi maior.
Vamos ver o que dá.
Desculpa galera.
Voltarei depois.
Terça-feira, 23 de Junho de 2009
Pois é... Fim do d-Mentes?
Triste título, mas será verdade? Nem eu sei responder direito. Eu havia colocado aqui que pretendia voltar a manter este blog, escrevendo, acompanhando e fazendo todas essas coisas divertidas que os blogueiros fazem! xD
Já hoje não me vejo com esta vontade toda de manter o blog. Ainda mais só... pois sem a Mylle Li eu perco um pouco da minha alegria em postar qualquer coisa..
E pior que tinha até meio que estipulado um roteiro pra seguir falando de coisas que eu, particularmente, adoro e acho essencial na vida: boa alimentação e bons esportes. E, quem sabe, podia colocar informações sobre meu trabalho... tipo uma consultoria gratuita hehehehe (uma viagem só minha que talvez ninguém entendeu)
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De qualquer forma, ainda acho que este não é o fim. Talvez eu venha visitá-los vez por outra só pra dizer algo interessante que vi por aí ou alguma esquisitice alimentar de algo que era meio que 'proibido' até uns 10 anos atrás, mas que hoje todo mundo incentiva! [pra quem não sabe, eu to falando do café] Blá! Sei lá, to pensando milhões de coisas aqui! Muito provavelmente voltarei a escrever aqui, mas é claro que não será na mesma frequencia de antes - antes da parada geral de 29/12/2008.
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Não é por falta de tempo. Não tenho excesso dele, mas já melhorou um pouco. Não to mais com a corda no pescoço. E tá sendo como o ultímo post de 2008 disse: "2009 promete!"
Vejam só a lista [(não necessariamente nesta ordem) quem sabe coloco detalhes em outros posts]:
- Fiquei num trabalho muito 'mais ou menos', que me fez enxergar o pior de ter que trabalhar nos fins de semana.
- Graças a esse trabalho muito 'marron meno', juntei um dindin pra ver um dos grandes shows de minha vida! Praticamente, realizei um sonho! Em 2007 eu fiz um post dando os parabéns a um grande amigo porque ele iria pra esse show. Bom demorou, mas acabou chegando a minha vez! Fui pro mesmo show, mesma turnê, porém não fui pra Sampa, e sim pra Recife!! _\,,/
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Voltando pra Kickapoo..
- Completei uma faculdade. Finalmente, depois de muito sofrer consegui a graduação. To preso fazendo outra, mas isso já é outra questão.
- Agora tem um bebê muito chorão dormindo aqui em casa. E pra quem pensou que eu virei pai, enganou-se! Virei tio! hehehehehe :-D é muito melhor brincar com o brinquedo dos outros! O menino chora, esperneia, grita, mas quando ele tá calmo é até engraçado! Duas coisas eu acho muito cômico nele: quando ele espirra (e levanto os braços) e quando ele tá com soluço.
- Ganhei de presente duas coisas muito importantes: 1° é um Som futuro-mais-que-perfeito do indicativo! Um Som perfeito de carro! Na verdade, está mais para uma Estação de Rádio. Uma estação só minha, que toca apenas o que eu quiser! E se queimar, der defeito ou qualquer outro incidente? Não tem problema! Custa só R$25,00! eheheheheh bom demais! o 2° eu vou ter que falar bem baixinho porque senao o idiota do meu irmão vai ouvir (por que chama-lo de 'idiota'? ora, ele quebrou meu olho! coisa de muleque xilonbento!) voltando... o 2° é The Godfather Trilogy em DVD hehehehehe Muito irado! eu não sou um Corleone, mas mataria uns 30 pra ser! xD
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E agora? O que fazer? Eu tenho umas coisas que ainda preciso aprender, estudar, analisar, e quem sabe, gostar. Coisas que só tive tempo pra pensar nelas agora. Tenho que fazer uma longa reforma no meu espírito antes de qualquer outra coisa. E pôr em prática todas as mudanças que planejei. Pretendo bloguear mais por aqui e por aí, ainda mais agora com a descoberta de que antigos vícios, como MMORPG, não me atraem tanto quanto antes.
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Mas é isso. Melhor parar por aqui, senão vou escrever até de manhã!
Escrito por
GR
às
22:26
0
- Diga: Niiiii!
Tags: Amigos, Andança, Blogs, História, Multitema, Notícias, Recordações
Terça-feira, 17 de Março de 2009
Uma das metas...
Não quero nem saber!
Eu pretendo voltar a escrever aqui e acompanhar the fuckin' news em vários blogs!
Porém ainda não voltei...
Por enquanto tá ali no forno.. a espera..
Deixa eu ficar um pouco mais aliviado e aí.... !! CATIBUM!! Só alegria! \o/
mas ainda não voltei...
[só tentando reanimar um pouquinho aqui...]
Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008
2009 promete!
Feriados de 2009:
01/01/09 - quinta-feira - Confraternização Universal
23/02/09 - segunda-feira - Carnaval
24/02/09 - terça-feira - Carnaval
10/04/09 - sexta-feira - Paixão de Cristo
21/04/09 - terça-feira - Tiradentes
01/05/09 - sexta-feira - Dia do Trabalho
11/06/09 - quinta-feira - Corpus Christi
07/09/09 - segunda-feira - Independência do Brasil
12/10/09 - segunda-feira - Nossa Sra. Aparecida - Padroeira do Brasil
02/11/09 - segunda-feira - Finados
15/11/09 - domingo - Proclamação da República
20/11/09 - sexta-feira - Zumbi/Consciência Negra
25/12/09 - sexta-feira - Natal
Fonte: Copi-Cola
Quarta-feira, 17 de Dezembro de 2008
Vamos pensar um pouco sobre o Natal p.I
“Nascimento do Deus Sol Invencível” era o tema da grande festividade romana que comemorava o solstício de inverno no dia 25 de dezembro. Outras celebrações como a “Saturnália”, em honra ao deus Saturno, tomavam conta da Europa neste mês, entre 17 e 22 de dezembro, ainda no século 3 d.C. Em momentos simultâneos da história, cristãos comemoravam as diferentes etapas da vida de Cristo, buscando testemunhos do dia exato de seu nascimento, enquanto pagãos celebravam a chegada da luz e dos dias mais longos ao fim do inverno. Foi somente no ano de 354 d.C que o Papa Libério, querendo cristianizar as festividades pagãs entre os vários povos europeus, instituiu oficialmente a celebração do Natal de Jesus.

Em latim, o vocábulo Natal deriva de Natividade e refere-se, portanto, ao nascimento de Jesus, cujo aniversário teria sido escolhido, segundo boa parte dos estudiosos, para coincidir com a festividade romana do deus Sol. À festa de raízes pagãs foi conferida uma nova linguagem cristã, da mesma forma que alusões ao simbolismo de Cristo como o “sol da justiça” (Malaquias 4:2) e a “luz do mundo” (João 8:12) expressam o sincretismo religioso desta data.
Hoje, junto com a Páscoa, o Natal é a celebração mais significativa para a Igreja Católica e cristã em geral, ao mesmo tempo em que é encarado universalmente por vários credos como sendo o dia da reunião da família, da solidariedade e da fraternidade entre as pessoas.
No Brasil, as celebrações natalinas já ocorriam com a presença dos jesuítas, no século 16, e eram marcadas por uma festa religiosa tradicional, com a missa do galo, o jantar em família e a montagem de presépios como os momentos mais importantes. A distribuição de presentes, o Papai Noel ou a árvore natalina seriam introduzidas só em fins do século 18 no país, quando a festa começa a ser associada à infância. Principalmente após a 1ª guerra mundial (1914) fixam-se os costumes de distribuição de presentes a crianças carentes, mas é provável que famílias de elite e de classe média tenham iniciado as comemorações como as conhecemos hoje antes disso, pelo contato com países industrializados e protestantes.
De celebração de uma simples missa, o Natal foi substituindo várias festividades em diversos países e passou a incluir um infinito número de tradições. Com o individualismo característico da Reforma Protestante tornou-se uma forma de movimentar a troca de mercadorias e o capitalismo. Também a figura do Papai Noel, calcada em São Nicolau (ver Tradições Natalinas) incorporou práticas do paganismo nórdico. Daí as imagens de neve associadas ao evento e à árvore de Natal.
Hoje é o feriado mais rentável em países predominantemente cristãos (existem 1,8 bilhões de cristãos no mundo), mas também em países como Japão e nações do mundo islâmico como um feriado secundário, movimentando o comércio e a troca de presentes. Apesar das tradições serem variadas e ricas, a influência dos costumes natalinos estado-unidenses e britânicos determina a tônica da celebração nos países ocidentais.
Dia 25?
Ainda no século 4, as igrejas ocidentais passaram a adotar o dia 25 de dezembro para o Natal e o dia 6 de janeiro para o dia que representa a visita dos reis Magos à manjedoura onde nasceu Jesus, mas o primeiro testemunho direto sobre o nascimento de Cristo em 25 de dezembro é de Sexto Júlio Africano, no ano de 221. As evidências que contrariam a data religiosa, porém, são diversas.
Primeiro, que, na Bíblia, Lucas afirma que havia pastores vivendo ao ar livre e vigiando rebanhos à noite perto do local onde Jesus nasceu. O frio intenso, com as temperaturas mais baixas do ano, tornaria impossível ficar de pé do lado de fora. Segundo os profetas Esdras e Jeremias, Jesus teria nascido, ao contrário, na primavera ou verão, a menos que a passagem do seu nascimento tenha sido escrita em linguagem alegórica.
Segundo, visto que Cristo viveu vinte e três anos e meio e morreu por volta do mês de março, não poderia realmente ter nascido em 25 de dezembro.
Por fim, quando os cristãos abandonaram o calendário Juliano para adotar o Gregoriano, a data do Natal foi adiantada em 11 dias para compensar a mudança de calendário. E na Igreja Católica, os chamados “calendaristas” ainda festejam o Natal em sua data original, no dia 7 de janeiro.
FONTES: HSW
Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008
15 Discos para entender o EMO
Este texto é mais um Ctrl+C/Ctrl+V do G1.
Achei que a proposta do G1 é bem interessante. Então, não me critiquem muito por falar sobre EMO: o motivo que tenho para não gostar deles não é a melodia melosa e os riffes tediosos e repetitivos. É algo que vai além disso. Então aqui posso postar algo sobre a música em si.
O texto é grande.
Do punk ao indie, lista mostra as principais influências do gênero.
Surgido nos 80, estilo influenciou nomes como NxZero e Fall Out Boy.
por: Amauri Stamboroski Jr. - Do G1, em São Paulo
Popularizado por bandas como NxZero e Fall Out Boy, o emo é um dos gêneros musicais mais influentes e controversos do rock atual. Rótulos e preconceitos à parte, o G1 preparou uma lista de bandas e discos que ajudam a entender as raízes históricas e musicais do estilo, para além das franjas e maquiagens exibidas por ídolos e fãs.
A seleção a seguir pretende mostrar, de forma cronológica, os diferentes significados que o emo já adquiriu ao longo dos anos, partindo das raízes pré-emo e passando também por bandas que influenciaram o gênero, mesmo vindo de um outro background, até os representantes da cena atual.
Mesmo que nenhum artista até hoje goste de se associar muito ao gênero, o termo “emo-core”, de onde saiu a abreviação “emo” (de “emocional”) teve lugar e época para nascer: foi cunhado em 1984, em Washington, capital dos EUA, como insulto para as bandas que participavam do movimento conhecido como Revolution Summer. Bandas punks como Rites of Spring e Embrace (de Ian McKaye, que viria a formar o Fugazi) tratavam a esfera pessoal como se fosse política e, dizem, faziam as pessoas chorarem em seus shows, tamanha a intensidade das apresentações.
Mas é Andy Greenwald, autor de “Nothing feels good: punk rock, teenagers and emo” (“Nada está bem: punk rock, adolescentes e emo”, em inglês”), quem oferece a definição mais precisa (e sarcástica) do emo, como “talvez, o gênero musical mais adolescente que existe: ultra dramático, inclinado à poesia ruim, transbordando romance e auto-repulsa, acabando antes que você perceba”.
Buzzcocks - “Singles going steady” (EMI, 1979)

Esta coletânea de singles da banda inglesa (de Manchester, terra do pós-punk depressivo do Joy Division e dos Smiths) traduz bem o universo particular do vocalista e principal compositor da banda, Pete Shelley. Se os Sex Pistols queriam “anarquia no Reino Unido” e o Clash ensejava a revolução a partir de um “chamado de Londres”, Shelley sabia que nunca conseguiria ir a lugar nenhum com seu coração partido.
“What do I get” reclama sobre não se ter ninguém para amar, mas as coisas pioram em “Ever fallen in love with someone (you shouldn't fall in love with)” - quando a própria paixão é o erro e o crime. “Everybody's happy nowadays” vai além do próprio lamento por ser o único a sofrer de amor no mundo - na verdade, a letra diz, “a vida é uma ilusão, e o amor é um sonho”. É impossível achar algo mais emocionalmente desesperado na geração 77 do punk rock.
Hüsker Dü - “Zen arcade” (SST, 1984)
Da geração que criou o hardcore norte-americano no começo dos anos 80, o trio de Minneapolis foi o primeiro a abandonar as letras tradicionalmente políticas em favor de uma música que refletisse os anseios e dúvidas pessoais de seus integrantes. “Política vem e vai”, disse o vocalista Bob Mould no lançamento de “Metal circus”, EP que separou a banda do hardcore mais ortodoxo da época. “Mas nós ainda somos humanos, e isso nunca vai mudar, e é sobre isso que queremos cantar.”
O Hüsker Dü gravou e mixou sua obra-prima, um álbum duplo, ao longo de meras 85 horas. Uma ópera-punk, “Zen arcade” conta a história de um garoto que sai de casa e tem que enfrentar sozinho um mundo cheio de incertezas. “Broken home, broken heart” trata de problemas familiares, “What´s going on” fala sobre a própria sanidade mental, “Masochism world” fala sobre um mundo doloroso demais para se suportar. A banda ainda iria ter outros grandes momentos, incluindo dois discos lançados pela gravadora Warner. Mas nenhum deles chegou ao nível atingido por “Zen arcade”.
Rites of Spring - “End on end” (Dischord, 1986)

Washington DC, capital dos EUA, teve uma importante cena hardcore no começo dos anos 1980s, graças, especialmente, a Ian McKaye, fundador do selo Dischord e líder da banda Minor Threat. Após o fim da banda, a cena começou a ficar mais violenta e desorganizada. Então McKaye e os seus amigos resolveram criar um novo movimento - que foi rapidamente batizado de Revolution Summer. Um dos pontas-de-lança das novas idéias era o Rites of Spring, comandado por Guy Picciotto. No coração político dos EUA, a banda ia fundo nas próprias emoções - e perguntava, em “Theme”: “Se eu começasse a chorar, você choraria também?”.
O Rites of Spring começou a apontar para uma nova dinâmica entre instrumentos, onde a pulsação constante e ritmada do hardcore dava lugar a momentos de silêncio, riffs de guitarra mais espaçados, preocupados com texturas, bateria procurando contratempos e trocando de ritmos. Sobre tudo isso, a voz de Picciotto, desesperado, vomitando os seus piores medos e se expondo sem pudores.
A banda fez apenas catorze shows e gravou um álbum e um EP, ambos reunidos na coletânea “End on end”. “Existe alguma beleza nas promessas quebradas?”, pergunta em “Silence / Words away” - nada muito diferente das bandas emo de hoje em dia.
Embrace - “Embrace” (Dischord, 1987)

Como aconteceu diversas vezes, com diferentes bandas, ao longo da década de 80 no cenário do rock independente norte-americano, o disco de estréia do Embrace só foi lançado depois do fim do grupo. Liderado por Ian McKaye, o Embrace era musicalmente menos abrasivo que o Rites of Spring, mas as letras eram mais diretas. Fundador involuntário do movimento straight edge (que pregava abstinência de drogas e álcool, entre outras coisas) quando era vocalista do Minor Threat, McKaye convocava cada indivíduo da platéia à reflexão sobre suas próprias atitudes.
“Suas emoções são nada exceto política/ Então controle-se”, cantava em “No more pain”, listando drogas e atitudes que eram apenas escapes para os adolescentes de uma Washington em declínio social. “Dinheiro não tem nada a ver com o valor da vida”, diz “Money”, “Você se põe à venda/ E então logo se vê esgotado”. Nunca a idéia de vida pessoal enquanto política foi levada tão a sério.
Fugazi - 13 songs (Dischord, 1989)

Depois de influenciar toda uma geração com o Embrace e o Rites of Spring (numa “primeira onda do emo”, que incluía bandas como Dag Nasty e Nation of Ulysses) Picciotto e McKaye, ao lado do baixista Joe Lally e do baterista Brendan Canty, formaram o Fugazi. Na verdade Picciotto juntou-se à banda depois de formada, após o fim de seu projeto Happy Go Licky.
Desta lista, o Fugazi seguramente é uma das bandas menos associadas ao emo (apesar do passado de seus integrantes), mas sua música foi essencial ao influenciar bandas que carregariam o rótulo década de 90 adentro. Incorporando influências do dub via Joe Lally e ainda utilizando as explosões de energia e as letras pessoais dos projetos anteriores, o Fugazi fundiu experimentação com refrões poderosos (“Waiting room”, faixa de abertura desse álbum que junta os dois primeiros EPs da banda, é quase um hino) e abriu caminho para toda uma nova leva de garotos angustiados e suas guitarras inquietas.
Jawbreaker - “24 hour revenge therapy” (Tupelo/Communion Records, 1994)

O terceiro disco desse trio californiano ajudou a dar cara para tudo que seria rotulado de emo a partir de então - inclusive eles próprios. Produzido por Steve Albini, “24 hour revenge therapy” trouxe um Jawbreaker menos preocupado, mas ainda assim emocionalmente carregado - especialmente depois da cirurgia que o vocalista Blake Schwarzenbach teve que fazer na garganta.
O Jawbreaker foi uma das primeiras bandas da “segunda geração” do emo a assinar com uma grande gravadora - no caso, a Geffen, mesma gravadora do Nirvana - fruto da corrida ao ouro que as majors promoveram depois do estouro do rock alternativo nos anos 90 e do fenômeno pop-punk representado pelo Green Day. “24 hour revenge therapy” é mais ensolarado que a maior parte da produção emo da época, mais ainda mantém a aura abrasiva da banda - especialmente no começa-e-pára de músicas como “Outpatient”. Em “Boxcar”, um recado que será ouvido com atenção pelas bandas da próxima década: “Você não é um punk, estou dizendo isso para todo mundo/ Mas você nao precisa responder, eu também nunca fui um”.
Sunny Day Real Estate - "Diary" (Sub Pop, 1994)

Se existe uma fórmula exata para o emo como o conhecemos, ela está dissertada ao longo do álbum de estréia desta banda de Seattle. Aposta forte da gravadora Sub Pop depois que o furacão das gravadoras arrastou todas as bandas grunge para longe de seus domínios, o Sunny Day Real Estate apostava em melodias circulares (o riff dos versos de "In circles" é um bom exemplo) e na dinâmica de silêncio e barulho que remete tanto ao indie rock do Pixies quanto ao som do Fugazi.
Numa época em que emo era apenas um subgênero do punk rock e do indie, o Sunny Day Real Estate conseguiu dar dignidade ao rótulo, com uma produção esmerada num disco de estréia cheio de segredos, segundas vozes, linhas melódicas sobrepostas, peso e, claro, tristeza, choro e ranger de dentes. Dave Ghrol, ex-baterista do Nirvana, ficou tão impressionado que roubou o baixista Nate Mandel para montar seu Foo Fighters - e partes de "In circles", para compor "My hero", sua elegia a Kurt Cobain.
Weezer - "Pinkerton" (Geffen, 1996)

Os fãs brasileiros de Weezer vão chiar e reclamar, mas é impossível traçar uma história recente do emo sem citar o segundo álbum da banda de Rivers Cuomo. Se no "álbum azul", disco de estréia, o Weezer soava como uma banda de nerds que gostavam de jogar RPG, fingirem ser Buddy Holly e tirar os seus suéteres por aí, em "Pinkerton" a depressão pega de verdade.
Rivers Cuomo parece anteceder em cinco anos o tom confessional dos blogs e fotologs da virada do milênio. O que era para ser uma "space opera rock" chamada "Songs from the black hole" transmutou-se durante sua composição e gravação no diário de Cuomo - o cantor está ali, exposto, sem meias-palavras. Ele se apaixona por uma lésbica ("Pink triangle"), se cansa de uma suposta vida sexual desregrada ("Tired of sex") e tem medo de se apaixonar por uma fã japonesa que ele imagina ser menor de idade ("Across the sea"). Diametralmente oposto ao Sunny Day Real Estate, "Pinkerton" é um disco de dissonâncias e falhas não-intencionais, que só reforçam a imagem humana e imperfeita de Cuomo.
The Get Up Kids - “Something to write home about” (Vagrant, 1999)

Antes do sucesso do Jimmy Eat World, havia uma curiosidade e uma tensão no ar, quando se tentava imaginar se algum artista da "segunda onda" do emo iria despontar para o mainstream. O Get Up Kids chegou perto disso quando assinou com a Mojo Records - mas foi chutado na seqüência, quando a gravadora foi adquirida pela Universal. O único resultado disso foi o segundo disco da banda, "Something to write home about", lançado pela Vagrant Records.
O sucesso foi tão grande que sozinho ajudou a colocar a Vagrant no mapa das gravadoras independentes norte-americanas, enquanto o Get Up Kids incorporava o tecladista James Deweey e deixava o som ainda mais pop e o clipe de "Action and action" definia toda uma geração de internautas e colocava o iMac na história da MTV.
Jimmy Eat World - "Bleed american" (Capitol, 2001)
É aqui que começa o emo como fenômeno pop propriamente dito. Na verdade muitos fãs mais aguerridos do gênero dirão que foi exatamente esse disco que matou o emo. Com um som mais pop que o dos dois primeiros discos lançados pela gravadora Capitol, "Bleed american" teve quatro singles entre os Top 20 na categoria rock alternativo nos EUA - incluindo "The middle", que chegou ao quinto lugar na parada geral.
A partir de então, todas as bandas que soariam de alguma forma parecidas com o punk pop do Jimmy Eat World, de Fall Out Boy a Paramore, acabaram ganhando automaticamente o rótulo de emo. É difícil não responder positivamente ao som da banda, especialmente para um adolescente cheio de energia para gastar pulando junto com os refrões assobiáveis da banda. E, no lugar das letras que só falavam da própria tristeza, músicas que davam apoio: "Demora um tempo mesmo, garota/ Você só está no meio do caminho/ Tudo vai ficar bem", diz "The middle".
Dance of Days - "A história não tem fim" (Teenager In A Box, 2001)

A banda paulistana que tirou seu nome de umas das músicas do Embrace é um dos primeiro grupos de emo a surgir no Brasil. Influenciada fortemente pela geração do Sunny Day Real Estate, deixou de lado o hardcore melódico do começo da carreira em favor de letras em português e estruturas musicais menos lineares. "A história não tem fim", álbum de 2001 lançado pelo selo Teenager In A Box, é como um disco de estréia, e graças ao bom relacionamento da banda com a internet, criou um culto de fãs em todo o Brasil.
De cabelos coloridos, piercings e maquiagem, o vocalista Nenê Altro se tornou modelo para os primeiros emos que surgiram no país. Além da instrumentação inédita até então na cena hardcore do Brasil, músicas com títulos como "Flores aos rebeldes que falharam" e "Se estas paredes falassem..." e letras como "Se o vento carregar para longe o seu olhar/ E tocar o céu ser dor maior que perceber que as nuvens de algodão tem marcas de minhas mãos" ("Me leve às estrelas") tiveram efeito quase messiânico nos adolescentes recém-chegados ao mundo do hardcore.
Bright Eyes - "I’m wide awake, it’s morning" (Saddle Creek, 2005)

Este posto estaria mais propriamente ocupado pelo herói emo Chris Carraba (Dashboard Confessional) e seu violão, mas seria leviano ignorar uma geração que conquista seu próprio Bob Dylan. Se em "Fevers and mirrors", Conor Oberst, o ex-garoto prodígio por trás do Bright Eyes ganhou respeito da cena indie e um pequeno culto de adolescentes emos, com "I’m wide awake, it’s morning" ele conquistou respeito de crítica e finalmente teve respaldo de músicos mais "sérios", como Neil Young e Bruce Springsteen.
Fruto da cena de Omaha, que gira em torno do coletivo Saddle Creek, Oberst representa os rumos que os ex-emos vão tomando ao alcançar a maturidade musical e pessoal. Com discos influenciados predominantemente pelo folk e o contry norte-americano, Oberst trata com delicadeza e verve as complexas relações interpessoais do nebuloso novo século. Ou, como diz a letra de "Lua", maior hit do disco, "O que era tão simples à luz do luar/ Pela manhã nunca o é".
My Chemical Romance - "The black parade" (Reprise, 2006)

O que fazer depois de garantir sucesso mundial com seu disco de estréia e o apoio em massa da geração MySpace? A resposta do My Chemical Romance, quinteto de Nova Jersey foi carregar na maquiagem, experimentar mais no disco seguinte - e escrever quadrinhos. E fazer mais sucesso ainda.
Liderados pelo vocalista Gerard Way, autor da premiada série de quadrinhos "The Umbrella Academy", o My Chemical Romance fez um disco quase conceitual em "The black parade", sob forte influência de bandas como o Queen. A maior parte das faixas do disco trata da morte a partir do ponto de vista de um personagem chamado The Patient. Mas numa postura que lembra o The Cure, a morte não aparece como desgraça final, e, sim, como um aspecto natural da vida humana - ou, como na faixa-título, um desfile de rua.
Nx Zero - "Nx Zero" (Arsenal Music, 2006)

O álbum homônimo do quinteto paulistano marcou a estréia do emo no mainstream brasileiro. Se o rótulo já havia sido associado timidamente à banda de hardcore melódico CPM 22, no caso do Nx Zero a denominação estava consumada - eles realmente soavam influenciados pelas bandas do gênero que estavam fazendo sucesso nos EUA. Em alta rotação nas rádios de rock e pop e também na MTV com músicas como "Razões e emoções" e "Pela última vez", o Nx Zero se tornou a versão brasileira do Fall Out Boy.
Parcerias com Túlio Dek e Nelly Furtado, namoro com a cantora Pitty, capa da Rolling Stone (onde apareceram nus) - nada parece tirar a banda do sucesso. Consagrando o apelo do gênero no Brasil, a banda ainda faturou três VMB em 2008, além de um prêmio do canal Nickelodeon. No rastro deles, uma nova leva de bandas chega às rádios e ouvidos dos adolescentes. Alguns parecem se encaixar melhor no rótulo emo, como os gaúchos do Fresno, enquanto os mineiros do Strike estão mais próximos do hardcore melódico - assim como os veteranos do Hateen.
Fall Out Boy - "Infinity on high" (Island, 2007)

Se o Jimmy Eat World significou que o emo passaria a ser pop em termos de vendas, o Fall Out Boy levou o gênero às estrelas - no caso, às celebridades mesmo. Fazendo parcerias com superstars do rap como Kanye West e Timbaland, e sendo produzidos por Babyface (rei do R&B que já produziu Whitney Huston, Mariah Carey, Boyz II Men e Paula Abdul, entre outros), o Fall Out Boy mostrou suas claras intenções gravando uma cover de "Beat it", um dos maiores sucessos de Michael Jackson.
Liderados pelo baixista Pete Wentz - casado com a cantora Ashlee Simpson - o Fall Out Boy (que tem o nome tirado de um episódio do desenho “Os Simpsons”) não abandonou, porém, o tom confessional e, às vezes, de confornto, em suas letras - como atesta "This ain't a scene, it’s an arms race" ("Isso não é uma cena, é uma corrida armamentista", em inglês). Isso combina com o fato de eles serem uma das poucas bandas do gênero a receber atenção das revistas de fofoca - em parte graças a episódios como aquele em que foram divulgadas na internet fotos de Wentz nu, tiradas com seu próprio celular.
FONTE: G1
Dinossaurizador
Um colega meu comentou comigo sobre seu primo.. Um assunto muito estranho que, sinceramente, não entendi nada!
Compartilho aqui essa história bizarra!
Colega: GR, meu primo está passando por uns problemas sérios! [em tom cômico/irônico]
Eu: É mesmo? Tipo.. coisa grave?
Colega: É cara. Gravíssimo!
Eu: Hum... E o que é? [curiosidade é fogo..]
Colega: Ele anda muito pra baixo, isolado das pessoas, não quer conversa com ninguém.. Muito foda.. Só quer saber do computador!
Eu: Vixi... chama o cara pra sair po!
Colega: Já chamei várias vezes. Agora mesmo ele foi pra casa e vai 'dinossaurizar o mouse'!
Eu: Vai o quê?!
Colega: HUAHUAHUHAUHAUHAUHUA
Eu: Que porra é essa?!
Colega: Perae que o onibus chegou. Depois eu te digo!
Eu: Diz ae po!
Colega: Falow! Até mais!
Eu: ... [...]
Alguém já ouviu falar disso??
O que seria: 'Dinossaurizar o mouse' ??
Acho que esse 'alemão' (tão conhecido nos vídeos do YouTube) dinossaurizou o teclado!
Have a nice day!
Escrito por
GR
às
12:25
1 - Diga: Niiiii!
Tags: Bizarro, Chá de Zabumba, Distúrbios, Esquisito, Psicologia, Psicopata
Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008
Rock Caipira!
Boa Tarde a todos!
Sei que estou sem escrever há muito tempo, mas por favor, não me crucifiquem. Fim de ano é loucura geral!
Apesar disso, gostaria de divulgar um vídeo singelo que vi no youtube! Uma mistura de Rock-Country e RPG!
A Banda: Hayseed Dixie
A Música: Highway to Hell (AC/DC)
O Cenário: filme Final Fantasy ["phodástico!"]
Ouvi falar desses caras no blog do 'cumpadi' Vinícius .:Possível Pauta:.
Vou 'comentar' ao estilo Ctrl+c Ctrl+V
heheheh
"Trata-se de uma banda norte-americana de Bluegrass, um tipo de Blues rural. Até aí nada de muito novo, mas o bacana no trabalho desses caras é que eles tocam covers de grandes bandas, como AC/DC, Motorhead, Led Zeppelin, Franz Ferdinand, Green Day e outros, todas em estilo Bluegrass. É como se as músicas originais fossem recriadas por velhos caipiras, direto do brejo."
Veja também: Hayseed Dixie - Breaking The Law (Judas Priest) [clip original]
Escrito por
GR
às
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Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008
Lendas do Rock IX e X - Final
Antes de começar tenho que pedir muitas desculpas aos parceiros. Estou visitando vocês aos pouco, estive meio sem tempo ultimamente, então está sendo raro vocês verem meus comentários em seus blogs.
Para quem não vê meu comentário há muito tempo tenho que me justificar aqui: não sei o que está acontecendo, mas eu escrevo o texto e tudo mais, mas quando clico no botão "comentar", não acontece nada. Peço desculpas principalmente para estes, infelizmente não é minha culpa. Mas estou sempre acompanhando vocês.
Kiss. Call me.
O caso de Serguei com Janis Joplin
Serguei Bustamante é um dos sobreviventes da geração da psicodelia brasileira dos anos 60 e 70. O cantor não chegou a ser um popular rock star, mas tem tantas aventuras para contar sobre a cena roqueira brasileira que virou uma lenda viva do rock nacional. E entre suas histórias incríveis está seu encontro com Janis Joplin, um dos ícones da contracultura hippie da década de 60.

Segundo Serguei, em declaração à Revista Trip em agosto de 2000, ele teria vivido um mês com a cantora norte-americana em San Francisco, após conhecê-la em Long Island (EUA), em 1968. Nessa convivência teria assistido aos relacionamentos de Janis com Jimi Hendrix e participado de festas freqüentadas por ídolos como Jim Morrison, do The Doors.
Em 1970, na visita da cantora ao Brasil, ele a teria reencontrado no Rio de Janeiro e, após levá-la para dar uma “canja” em uma espelunca carioca, teria feito amor com Janis e com o namorado dela na praia até de manhã.
Parte da história do reencontro de Serguei com Janis no Rio não bate com o depoimento dado à mesma Trip pelo fotógrafo Rick Ferreira, responsável por hospedar a cantora em sua estadia carioca. Mas, em uma época tão louca, é compreensível que muito do que aconteceu não seja lembrado fielmente.

De qualquer forma, o relacionamento do brasileiro Serguei com uma das mais importantes artistas do rock de todos os tempos merece estar na galeria das melhores lendas urbanas da cultura pop.
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O misterioso Chinese Democracy, do Guns N' Roses
Menos pela qualidade artística e mais para saber se ele realmente existia, o disco “Chinese Democracy” do Guns N’ Roses foi um dos mais aguardados da história do rock. Ele é o sexto álbum de estúdio do grupo e teria começado a ser gravado em 1994.
Em 2007, faixas demo que fariam parte do disco vazaram para a Internet e em 2008 sites como Amazon.com chegaram a anunciar a pré-venda do álbum. Fatos que começaram a sinalizar que ele realmente existia. Mas a sua materialização só aconteceu no final de 2008.

Da formação do grupo quando o álbum teria começado a ser gravado só restou o vocalista Axl Rose. No fim, o tão aguardado disco do Guns N’ Roses não carrega nem de perto a mesma aura de “Smile”, mítico álbum de Brian Wilson, que levou quase quatro décadas para se tornar realidade (ele começou a ser produzido em 1966, ainda com os Beach Boys, e foi lançado em 2004).
Por essas e outras, talvez seria melhor que “Chinese Democracy” continuasse a fazer parte das lendas do rock e não se transformasse em apenas mais um disco de qualidade bem duvidosa de um grupo que em muito pouco lembra seus melhores momentos.
FONTE: HSW
Escrito por
Mylle Li
às
17:24
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Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008
Lendas do Rock VII e VIII
LENDA VII: Na cama com Mick Jagger e David Bowie
Angela Bowie teria inspirado uma das mais belas canções dos Rolling Stones. A esposa de David Bowie, entre 1970 e 1980, seria o motivo para Mick Jagger e Keith Richards comporem “Angie”, uma canção sobre um amor que não deu certo e que se tornou um dos grandes sucessos dos Stones. Mas havia outras potenciais fontes de inspiração. Uma delas, a atriz Anita Pallenberg, que se relacionou com vários Stones: Brian Jones, Mick Jagger e Keith Richards. A fonte de inspiração de “Angie” poderia até mesmo ser Angela Richards, a fila de Keith com Anita.

Seja ou não a musa de “Angie”, o fato é que Angela Bowie disse ter testemunhado uma das mais escandalosas lendas do rock. Segundo ela, ao voltar de uma viagem, enquanto ainda estava casada com David Bowie, teria o encontrado na cama com Mick Jagger. Mas Angela fez questão de afirmar que não os viu tendo uma relação sexual. Apesar de não mencionar quando o fato ocorreu, é provável que tenha sido nos anos em que o glam rock estava no auge, fase em que Bowie explorou seu visual andrógino e Jagger já era conhecido por seu apetite sexual.
No livro “Backstage Passes”, escrito por Angela e lançado em 1993, ela afirma que os dois podem ter dormido na mesma cama após uma noite de bebedeiras e uso de drogas. Mas a ex-esposa de Bowie destaca que quando os encontrou naquela situação teve certeza de que eles haviam transado. Apesar de, nas suas palavras, “seus olhos não terem comprovado o que ela sentiu no coração”.
Verdade ou não, a revelação da ex-esposa de Bowie trouxe à tona novas especulações sobre quem seria a musa inspiradora de “Angie”. Desta vez, até o próprio David Bowie foi incluído na lista. Mas o maior feito da declaração foi colocar um possível caso homossexual entre os dois pop stars na galeria de lendas do rock, apesar de todos os famosos relacionamentos heterossexuais que ambos têm em suas trajetórias, o que inclui as ex-modelos Bianca Jagger, Jerry Hall, Luciana Gimenez e Iman.
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LENDA VIII: A magia negra do Led Zeppelin
O lançamento do quarto álbum do Led Zeppelin em 1971 confirmaria o que já se desconfiava. Os quatro integrantes do grupo, e sobretudo o guitarrista Jimmy Page, seriam adeptos e praticantes de magia negra e rituais satânicos. As provas estavam nos quatro símbolos, um para cada membro, escritos em sigil, linguagem medieval criada com propósitos mágicos, que aparecem no encarte do álbum, além das letras místicas carregadas de metáforas sobre os ensinamentos do bruxo britânico Aleister Crowley.

A lenda sobre as ligações do Led Zeppelin com ocultismo ganharia ao longo dos anos novos elementos, como a compra do castelo que pertenceu a Crowley pelo guitarrista Jimmy Page até insinuações de que a morte do baterista John Bonham teria ocorrido em algum ritual satânico com os membros da banda. As desconfianças renderam até um livro sobre o envolvimento do grupo com bruxaria: “Fallen Angel”, escrito por Thomas Friend.
O assumido interesse de Jimmy Page por ocultismo e pelos ensinamentos de Aleister Crowley é a principal fonte das lendas que surgem em torno do grupo. Além disso, há a admiração do vocalista Robert Plant por obras literárias mitológicas como “O Senhor dos Anéis”, de Tolkien, e seu interesse por fenômenos psíquicos.
Naturalmente, essas influências místicas refletiram nas canções compostas pelo Led Zeppelin e alimentaram as associações entre os acontecimentos mais sombrios relacionados ao grupo e o ocultismo.
Excetuando a compra da antiga morada do bruxo britânico por Jimmy Page, o fato que comprovadamente mais aproxima o grupo da magia negra é a impressionante música que o Led Zeppelin conseguiu produzir em pouco mais de uma década de existência.
FONTE: HSW
Escrito por
Mylle Li
às
14:34
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Tags: David Bowie, Imagens, Led Zeppelin, Lendas, Mick Jagger, Mito








